Ai como é triste a poesia
Que fala do coração
E debulha a ilusão
De uma vida tão vazia
Onde a dor e a saudade
Andam sempre em harmonia.
E a união é tanta
Da poesia e da dor
Que chora sempre o poeta
Os beijos que não levou
Os lábios que nunca teve
A muher que não amou.
E quanto mais segue na vida
Os burburinhos do mar
Mais se lembra das feridas
Que não as tem, nem quer sarar
Pois leva sempre no peito
A dor que nunca terá.

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